O Teclado
Sete ou oito meses antes, final de tarde pacata como havia de ser, Júlio entrou em casa com um embrulho de jornal debaixo do braço. Grande para um caderno; pequeno (e absurdo) para uma prancha de surfe ou uma tábua de passar roupa. Trabalho de escola – pensou ela – sem tirar olho da panela no fogão.
Não Deu Certo
Mais alguma coisa, senhora? – Não, obrigada. Comprei demais. Chega! Diz, entregando à vendedora um cartão de crédito. – Senhora, esse cartão está no nome de…
O carro preto
A madrugada vai alta. Os edifícios laterais se mostram assim nas horas mortas, mais imponentes, modernos, bonitos. Por que o fascínio pelo bairro burguês, que bem sabe, esconde tantas angústias? Contudo, o que vale é a aparência. A hipocrisia de tudo esconder através do visual…
No mundo dos sonhos.
No mundo dos sonhos
Desde pequeno Arthurzinho, sonhava em ter um castelo medieval.
Morava na cidade grande, soltava pipas de dentro do apartamento, e jogava bolas de gude no carpete, olhava da janela a avenida movimentada e invejava os meninos de rua e sua liberdade, e dali se imaginava em uma grande torre, e avistava a entrada de seu castelo com uma enorme ponte elevadíssa.




