gelo azul
Foi embora numa madrugada fria de inverno e até agora não recebi nenhuma noticia. Procurei em todos os bares da noite, nem sequer um bilhete ela deixou.
Ando incessantemente em sua procura, mas simplesmente ela evaporou. Disse-me que qualquer dia sumiria e não deixaria rastro. Não acreditei, mas era verdade.
Quem sabe qualquer dia a [...]
a manhã quase certa
No frescor da manhã cinzenta da grande cidade fui buscar o pão quente de todos os dias na padaria do Haddad. Desci a escadaria da casa de dois cômodos, ainda sentia o calor do cobertor, quando avistei aquele carro do outro lado da rua.
Já era a terceira vez na semana que via aquele carro [...]
vou embora
Todos os dias à tarde ele sentava-se ali, na beira da calçada, para ver todo mundo passar em frente de sua casa e com isso ficava sabendo das novidades naquele longínquo bairro de periferia. Muita destas conversas que ouvia sabia que não devia espalhar, senão era morte na certa.
João da Silva pensava como o [...]
guardo meus sonhos num guarda-volume
Chego à tarde cansado da vida. Vida que está a toda hora me pregando uma peça. Vim buscar meus sonhos que foram jogados numa esquina da cidade grande. Vim atrás de um sonho que não encontrei. Toda minha história está guardada num guarda-volume da rodoviária.
Busco nas luzes de néon dos bares uma explicação para [...]




