Minhas Lembranças

Janio felix filho

Publicado por Janio felix filho em 13/02/2012 - Veja todos os artigos desse autor

Biografia

Escritor Janio Felix Filho

autor Jânio Felix Filho

O autor Jânio Felix Filho, é o primeiro filho do agricultor José Felix Filho nascido em 12 de abril de 1943 natural da cidade de Lages RN e Maria da Silva Felix nascida em 08 de dezembro de 1956 natural da cidade de Cuiabá Mato Grosso. O autor tem sua naturalidade de registrado como filho de Jaru município do Estado de Rondônia, por conveniências particulares vividas por seus pais, mas nasceu no dia 25 de fevereiro de 1973 na cidade de Lages RN, onde se criou e viveu a infância e adolescência a beira mar. Na juventude trabalhou como Guia turístico e professor de Geografia da cidade, e após alguns anos mudou-se para Candelária centro de Natal, onde foi oficie boy da Receita Federal por alguns meses.
Diante da crise e o desemprego foi obrigado a dançar na noite e trabalhar como Barman, em uma boate de luxo, exclusiva para mulheres, tudo para custear despesas pessoais quando cursava o primário. Iniciou a carreira de escritor e poeta no Mural Cultural de Natal, onde seu primeiro livro “O diário de uma Colegial” foi publicado. E tendo seu talento reconhecido na ocasião, passou a escrever na gazeta da escola semanalmente, no ”Correio Sentimental” onde relatava suas desilusões amorosas em forma de poesias, além de diversos assuntos abordados pelos estudantes da escola, até sua partida em 1993, para o Pará. E durante quase cinco anos de jornadas, em 1997 conheceu e ficou pedidamente apaixonado por uma jovem de 17 anos, com quem se casou no ano de 1999, Ausilene Cunha Lima, é natural da cidade de Chapadinha estado do Maranhão, mãe de dois filhos fruto desse amor, Igor cunha Felix com dez anos e Eduardo Cunha Felix com dois de idade. Atualmente, reside entre as cidades de Itaituba, Aveiro, Santarém e Belém em virtude da publicidade dos livros e noites de autógrafos, recentemente separado de sua esposa, com quem conviveu por mais de 15 anos, além de dividir o tempo com os filhos e a nova paixão, nos fins de semana participa ativamente ministrando palestras de Educação ambiental na BR 163, em especial para os agricultores, entre outras atividades em sítios ajudando os colonos com a implantação de hortas orgânicas, recuperação de áreas degradadas, reflorestamentos de matas ciliares e como de costume esta sempre fazendo longas caminhas nas trilhas do Parque Nacional da Amazônia, passeios no encachoeirado das corredeiras do Rio Tapajós onde no mês de novembro acontece o Festival do Tambaqui, em São Luiz do Tapajós, entre outras atividades esta as visitas nas grutas do Rio Copari, as cavernas do km 75, São José da Capelinha, a comunidade de Pimental com seus peixes ornamentais, Arrais tipo p3 comercializadas no exterior. E desde 1993 vive do trabalho de escritor e poeta, tendo vários livros publicados entre os quais podemos cita: Vida de Colono, Flores de um Jardim, Lembranças, Paraíso Dividido e Entre o Sol e a Escuridão, que será publicado pela Editora Schoba em São Paulo no primeiro bimestre de 2012. Jânio tem uma vida tranqüila e calma dedicada aos movimentos sociais da BR 163, aos filhos e as paixões vividas e nos dias de rotina mais freqüente passa lendo e conectado, compondo sobre os mais variados assuntos do seu convívio peculiar e da região, além de dedicar-se por mais tempo, por certo, ao seu mais novo projeto editorial dos livros “O amor que toda mulher sonha ter” e “Amazônia – Belezas e Verdades dos Rios”, que já em projeto de lançamentos no segundo trimestre de 2012.

Prólogo

Na Minha Lembrança, é um breve retrato dos momentos, que ficaram no passado, no entanto continuam em minha memória gritando no presente, entre os detalhes mais inusitados do meu dia-a-dia, realizando em meus sonhos o que eu não vou poder ter jamais, e por saber que em tempo algum não vou tê-los novamente entre os meus dias e minhas noites, revivo com saudade cada instante de felicidade, de alegrias e tristezas, que mesmo quanto estávamos unidos, com tantas indiferenças tínhamos uma forma para ser felizes, e com as perdas fica na minha lembrança o desejo extremo de voltar e reviver tudo outra vez. E vivendo na saudade dos momentos que mesmo parecendo estar esquecido, em meu coração brota e se transformam nas palavras inesquecível de recordação, marcadas pela tinta da caneta na folha de papel, que aceita guardar meus segredos, agora revelados por não suporta a dor mim sufocar, pedindo me para gritar para o mundo “Minhas Lembranças”.

O chamado
Dedicação Especial
Ao meu Pai

Nem a dor da fome
É mais forte
Que a dor que me consome
E o herói que atende
Pelo nome de pai
No amanhecer se vai
Atender o chamado do grande
Pai

E em meu peito
Fica um vazio
Que mesmo ao seu lado
Já estou sozinho

Suas mãos frias
Não me dá adeus
E já sei olhando
Nos olhos seus
É a nossa despedida
Abraçados em qualquer
Partida mesmo que
Seja uma vida dividida
Juntos na morte
Subindo para outra vida

E sem ninguém
Ao nosso lado
Somos mais forte
Até mesmo na morte
Permanecemos juntos e algozes
Surpreendidos pelos sussurros
De nossas vozes

Minha mãe
Sofre calada
E em seus braços
Eu entrego a jornada
Com o coração partido
Cheio de amor e carinho
Ao lado dos meus irmãos
Que não estão mais
Sozinhos

Na sala
As vozes gritam e gemem
Até parece não ser gente
É o silencio da dor
Nos olhos de quem
Tem amor

E os últimos carinhos
São trocados
E lá se vai meu pai amado
Para o tumulo ao lado
Onde meus olhos
Já se derramaram
Por ter perdido uma flor
Uma jovem menina
A quem mamãe chamou
Maria Jorgina Felix
Com quem dois filhos
Deixou

Os punhados de terras
São lançados
E eu fico desesperado
Querendo meu pai acordado
Diante da mesma dor
Que minha irmãzinha
Deixou

Cidade perdida

Itaituba querida
Cidade pepita
Terra esquecida
Que guardou minha vida
Enchendo-me de felicidade
Que o tempo retrata em lembranças
Na minha cidade

Ó Itaituba de encantos e tesouros!?
Que fizeste de me escravo do ouro
E da prata que reluz em tuas matas

Ó Itaituba de ilusões e fantasias!?
Ainda não sou doutor…
E quem dará alegria a um pai sonhador
Que receitava de longe
O remédio da minha dor

Consolada por muitos amores
Que revoavam as vilas da cidade
Deixando saudade e recordações
Das rosas de maio em meu coração

Que sangra distante
Nos braços de uma amante
Que relembra cada instante
De amor e aventura
Deixando em nossas vidas
O sabor das frutas maduras
Que atormenta e tortura

Meu ultimo pedido

In memorian a Minha irmã
Maria Georgina Felix
29/08/2008
Meu desejo
E ter sua companhia
Correr noite e dia
Nas lagoas e igarapés
De águas cristalinas
Que banhava você menina

Meu desejo
É dividi a mesma infância
Retomar nossa vida de criança
E crescer com esperança
De mudar nosso destino
Eu mulher você menino
Pra te devolver a vida
Minha irmã querida

Meu desejo
É voltar ao circo
E rever nossos amigos
Que hoje choram distante
Com a noticia cortante
Lembrando os momentos
De alegria que entre
Nós existia

E eu sei
Que meu pedido
Jamais será atendido
Mas eu suplico no vazio da noite
Perdido contando estrelas
Que brilha sem me dá certeza

Que os anjos
Deixe por um segundo
Que você Habite este mundo
Livrando-me deste tormento
Profundo

Escravo do tempo Dedicação especial
A minha mãezinha

Minha mãe é uma flor
Que desabrocha em amor
Mas carrega no peito uma dor
Que também fala de amor

Minha mãe é uma rosa perfumada
Que caminha delicada e carinhosa
Nas calçadas toda charmosa
Trazendo uma paz no olhar

Que guarda no peito o amor
Que papai não deu valor
Partindo para natal
Onde tem um bem a mais
Que só mal nos faz

Ó minha mãezinha!?
Antes você botava a mesa
E ate trazia a sobremesa
Antes do papai ir trabalhar

Hoje a sala esta vazia
E o café não tem mais harmonia
De na mesa juntos
A você estar

Da janela
Choro mais que uma criança
Perdido na infância
Querendo no seu colo está
Mas o destino não quis
E nos separando
Estou a viver em outro país

Onde a saudade é maior
Que os braços teus
Pedindo sempre
Volta filho meu…

Lembranças

A chuva me faz senti falta
Das coisas da infância…
Dá uma lembrança forte do
Passado… Uma saudade…
Uma sensação de liberdade.

Seus pingos batem no telhado
Componho uma canção de ninar
Saudade, que o tempo carrega
No compasso do adeus
Restando apenas lembranças…

A chuva me faz lembrar
O carrossel girando
As crianças brincando
Patrícia e Adriana namorando
E Nanna chorando

A chuva me faz lembra
Paixões amigas
Lembranças antigas
O caminho da escola
A escuridão da estrada
A professorinha de Matemática

A chuva me faz lembrar o vento
Soprando as palmeiras
Os pássaros cantando
O arco-íris nos fins de tardes
As crianças correndo na chuva
A chuva me faz extravasar
Velhas emoções

A chuva me faz lembrar a casa
Branca… A varanda… Uma flor…
Um jardim… Um amor
Que ficou adormecido
Entre as flores da primavera
A chuva me faz lembra
O tempo de menino…

Hoje quando a chuva bate no telhado
Quero correr… Brinca na chuva…
Mas as lembranças Reprimidas brotam
No meu rosto, no meu olhar…
Quero fugir da janela, das magoas,
Da dor…

Quero apenas escutar uma canção
E esquecer que estou só imaginando
As crianças correndo na chuva
Deste verão…

Epidemia

Que perrengue
É a dengue
Que mata no Rio de Janeiro
Em Fevereiro e Março
E o ano inteiro

Que vergonha
É manchete na TV
A Globo faz campanha
O mundo todo ver

A medicina avança
E nem assim alcança
O mosquito matador de criança

Não é só bala perdida
Que mata não!?
O Aedes Aegypti ataca
Ate o morro do alemão

Grécia

Grécia!?
Ó cidade escrava do tempo
E dos deuses
Quem dará alegria
Ao teu povo sofrido!?

Ó coliseu de grandes vitórias
E desastrosas derrotas
Onde o pão era a riqueza
E o vinho a nobreza

Onde a rainha era a pureza
E o amor a certeza
Que minha espada honrará
Cada dia de realeza

Ó cidade de pedras!?
Por que partiu meu coração
Com uma mão tão delicada
Simplesmente amada

Ah! Céu de sangue!?
Que cobri as mãos
Deste amante

Que sobreviveu
A cada acorde
E a cada corte das laminas
De ouro e prata
Que quis me matar

Cidade dos Reis

Ah! Natal!?
Tu me deste alegria
E agora tua saudade
Faz-me tanto mal

Tu me fizeste sofrer
E agora me obriga a reconhecer
Que teu agreste… A fome…
A seca… E a peste
Ainda faz brota no meu peito
Uma lembrança
Que não me deixa
Te esquecer

Ah! Grande Ponto!?
Onde muitas vezes chorei
E uma morena abraçei
Vendo ela partir
Levando para longe
Um pedaço de me

Ah!? Cidade dos Reis!?
Por que não me deste
Nem mais uma vez
A felicidade de viver
Em teu mar
Que me faz sonhar

Amor de Viajante

Santarém
Tuas festas e tuas praias
Me faz chorar de saudade também
E tua orla e teu museu
Em tuas plaças nos olhos meus
Dá adeus

Santarém ó Santarém!?
Tuas feiras e teu pescado
És um bem estimado
E tua terra de cultura
Também é rica de fartura

Ó Santarém!?
Tu me destes alegrias
E tristezas também

Me deste um amor
E em teu seio
Me fizeste também
Conhecer a dor

Ó Praça do Pescador!?
Quanta vez me viu
Esperando aquele amor

Santarém ó Santarém!?
Tu tens amigos
E inimigos também
Mas teu povo é ordeiro
Repleto de amigos hospitaleiros

Cidade Maravilhosa

Ó Rio de Janeiro
Tu és visitado
O ano inteiro

Tuas praias maravilhosas
É teu cartão postal
Copacabana e Ipanema
Patrimônio Nacional

Passei o ano inteiro
No Rio de Janeiro
E Copacabana me fez chorar
Mergulhado no azul
Do seu mar

Ó! Cidade maravilhosa!
Teu museu
Tua historia
De samba e gloria
Nos olhos meus
Em fevereiro
Dá adeus

Ah! Baia de Guanabara!
Tuas jangadas
Teus veleiros
Me faz prisioneiro
Das tuas ondas
O ano inteiro

A noite vem calada
E da minha janela
A lagoa estrelada
No infinito do céu coroada
Com a brancura da praia deserta
Que assim tão bela
Na escuridão do mar
Nunca vi em lugar nenhum
Nem na escuridão dos setes mares
Não há lugar algum

Ah! Baia de Guanabara!
Tua beleza é serena
Tão sonhada é tão pequena
Na violência do olhar
De quem esta no morro do alemão
Querendo-te ver sangrar
Sem te estender as mãos

Ah! Cristo Salvador!?
Em teus braços
Contemplei com amor
O pão de açúcar
E do alto espreitei
O morro da tijuca
E as lembranças
Me tortura e machuca

Meu sossego Dedicação Especial
A Natal RN

Canguaretama
Tuas terras são divinas
Quem te ver
Logo te ama

De longe
O farol de bacopari me guia
Na escuridão do teu mar
Formosa baia

Tuas praias formosas
É minha janela
Em cada amanhecer
Que o mar me desperta
E o sol me faz viver
Eternamente nas ondas
Do teu entardecer

Ó barra do Cunhaú !?
Teu mar é meu céu
Infinito de tanto azul

Ah! Que saudade de degustar!
Em tuas praias
O sabor dos mariscos
No Restaurante Solimar

Ó Vila Flor!
Tua praça é meu jardim
E Goianinha é meu
Amor

Tuas praças
Tuas palmeiras
É minha alegria
A vida inteira

Ah! Goianinha!
Teu portal
É minha chegada
Ao lar da mulher
Amada

Manchete

A vaidade mata
Não sei o certo
Medida certa
Que feri a alma
E alguns até
Bate palmas

A imprudência existe
E a educação persiste
Um pouco mais
Entre jovens e rapaz

E a cada dia
Eu vejo na Tv
A Globo faz campanha
O mundo todo ver

É um carro
Avançando o sinal
É mais um jovem
A vitima fatal

Muitos choram
Outros criticam
Alguns brigam
Sem ter razão
E sem direito a fuga
Segue mesmo
Sem permissão

Visita Dedicação a amigo
Carlos Jaime
Uruará!
Quem te conhece sonha
E começa a lamentar
No inverno e no verão
Sem ter uma solução

Tuas ruas clamam
E o asfalto é a lama
Que passa de lar
Em lar

Uruará!
Novamente
Eu venho de longe
Visitar-te

E tu esta diferente
Após um amigo da gente
Em teu solo trabalhar

Tuas ruas
Estão limpas
E Povo acredita
Na força da política
Para continuar a sonhar

Uruará!
Tu hoje és modelo
De planejamento e trabalho
Sem desculpas de atrapalho
Para desenvolver e para

Veracidade Dedicado aos amigos
Carlos Jaime e Sara

Eu tenho
Um amigo vereador
Um amigo guerreiro
Um camarada companheiro
E sem ele o povo
Não é primeiro

Sua família é unida
Fortemente comprometida
E com honestidade e humildade
É conhecida em toda cidade

Meu amigo
É um vereador menino
Procriação divina
Que aprende e ensina
Ao lado de uma menina

E ao lado do senhor
Semeia com amor
O vinho e o pão
Com as benções
Do criador

Meu amigo
É orgulho do tempo
Contra as forças do vento
Resistindo todos os momentos

É simplesmente
Luz do amanhecer
Na imensa escuridão
Quando todos me negaram
Estender as mãos

Sonho perfeito

Entre os lençóis
De areia te encontrei
Desejando-me

E te amando
Me algemei em teus braços
E me abraçando esmaguei
Em tua boca um beijo
Meu

E me beijando
Fechei os olhos sonhando
Com tuas mãos me acariciando
E de olhos fechados dormi
Entre os lençóis da tua cama

E dormindo sonhei
Que fazíamos amor
E torturado com tua pele
Senti o teu calor

E sorrindo acordei
E não acreditei
Que até meu sonho
Mulher amada
Contigo realizei

Pai Dedicação Especial
Ao meu pai
José Felix Filho
Pai
Eu me perdia
No jardim da infância
E no seu colo
Eu encontrava a esperança
No meu mundo de criança
Eu me perdia
E você me achava
Eu chorava e você me
Acalentava

Eu sorria
E todos se divertiam
Contagiados por
Tanta alegria

Hoje não sou mais criança
Sou apenas um menino levado
Contemplando o passado
Felizmente vividos
Ao seu lado

Meus irmãos
Estão ausentes
E no seu dia
Eu sou mais um
Presente

Sublimidade da Flor

Dedicação Especial
A minha Mãe
Maria da Silva Felix

Mãe tu tens a sublimidade da flor
Guarda em teu olhar o brilho da verdade
Que reluz em qualquer cidade

Tua força é gigante no instante de amor
Em seu ventre carrega um ser inocente
Que se procria serenamente

E na longa espera de viver
Rasga o ventre sem saber
Encontrando luz na maternidade
Tendo em suas mãos ó mãezinha!
Os acalentos de felicidade

Mãe quando tens a criança
Nos berços a chorar
Corre sorrindo
E emana poesia do olhar
Para começar a amamentar

Ó mãezinha só tu tens!?
Em teus seios
O leite da vida que nutri
O ser sublime que se cria

Em sua companhia
Neste mundo errante
Cheio de ambições e intrigas
Fora de sua barriga

Fim de semana
Dedicação Especial
Maria Eduarda

O cigarro mata
E a bebida falta
Em cada canto da cidade
No meu fim de semana
De saudade

Meu carro foge
Do sinal fechado
E sem você ao meu lado
Em silencio sigo em frente
No frio da madrugada
Sem dizer nada
Nas esquinas que passo
Eu lembro teu olhar
Teus passos na dança
Roubando o doce da criança

Sigo em frente
Sem direção
E nas ruas te procurar
É em vão

Onde estas?
Revela em meu sonho
Onde posso te encontrar
Não deixa o sufoco
Ser a razão de mais
Um louco
Capotar

Lembranças

Anoitece
E com meus amigos
No bingâo eletrônico
Mas um fim de semana
Amanhece

Muitas vezes ganhei
E o dinheiro com a “tiazinha”
Na boate eu gastei

Ah! Tempo bom
Tempo sem volta
E a saudade adormece
Meus passos diante da
Mesma porta

O lugar estar deserto
E nem um barulho por perto
Lembra os embalos vividos
Por este coração sofrido

Ah! Que saudade!
Da Cantina Italiana
Onde encontrei mil beijos
Entre um ou mais
Mulher ou rapaz
Cheios de desejos

Dividindo o sabor
De um amor
Desfrutando no calor
De cada fatia de
Pizza ou sorvete
Deixando em minha
Boca outra vez
O deleite

Crise Em Memória
A Cidade Pepita

A sociedade padece
E os comerciantes
Não esquece
Os dias de ouro
Que era o tesouro
De Itaituba

Hoje não se fala
Em ouro nem em prata
E vendo o desmatamento da mata
Onde o homem devora
E a fauna e flora
Eu vivo cada hora
Sem gloria
O legislativo defende
O desejo do povo
É eleição de novo
Alguns criticam
E até briga
Outros se calam
Enchendo a barriga

E o povo humilde
Novamente acredita
E vota nos políticos
Progressista

Trazendo mais
Quatro anos
Que a fome e
O desemprego avista
E o povo acredita
Que outra vez
Esta sem saída

Entre amores

Eu já rolei na cama
Ouvindo você
Dizer que me ama
E também
Já dormi sozinho
Sem teus carinhos

Eu também
Enfrentei
Noites frias
Sentindo na sua pele
O calor da tua boca
Macia

Mas não vou deixar
Á distância nos separar
Toda vez que você
Quiser voltar

Eu já pensei
E você vai ter que escolher
Se quer ficar comigo
Porque cansei
De correr perigo

Ausência

Fim de semana
Na praça
Não tem mais graça
O cascão não tem massa
E a cantina italiana desapareceu
Onde a play boy se ergueu

Hoje não tem mais
Corpo e dança
E a Atenas é a esperança
E onde o cascão fez historia
O farol tem seus dias
De gloria

Hoje tem praças
Tem piau
Tem aracu
Ameaçados pelo
Dragão feroz
Na bacia do tapajós

Sobreviver é uma gloria
E a palhoça Brasil
Ainda não sumiu
E por lá to revivendo
Muitos anos atrás
E todos pedem mais
Perfume

Acostumei-me
Com o cheiro do seu corpo
E no sufoco estranhei
Seu jeito louco
De amar

Estranhei
Suas fantasias
E na tua pele fria
Meu olhar calmamente
Fingia esta contente

Estranhei
Teu olhar
Teu jeito de andar
Rebolando os quadris
No calçadão a beira mar
Fazendo-me pedir
Mais

E a sua
Boca louca
Deixando o batom
Na minha roupa
Fazendo-me lembrar
Teu jeito louco
De amar
E não foi
Em uma noite apenas
Que teu perfume
Ficou em minhas
Pele morena

Meu ser

O poeta
É um ser ocupado
Sem tempo é fracionado
Suas horas são corridas
E os minutos são quase nada
Diante da sua jornada

Vive quase sempre sozinho
Fantasiando sem carinho
Uma historia vivida
E até mesmo esquecida

Os olhos do poetas
Não ver mais
Nem perto nem longe
Mas seu coração despertar
Vivendo distante de tudo
Na solidão do mundo

Os olhos do poeta
Não ver pouco
Nem muito
Simplesmente
Senti na alma
Os afagos triunfantes
Da ausência de alguns
Instantes

Os olhos do poeta
Não chora nem lamenta
Apenas em silencio guarda
Os tormentos e a dor
De todos os instantes

Solidão de rua

Passei a noite na rua
E a lua contemplava
Tua pele nua

Em meus braços
Aquecendo-te na madrugada
E tua boca gelada
Desfrutava meus beijos
Cheios de desejos
Sem dizer nada

Dá janela
As luzes brilhavam
Em silêncio no alvorecer
E seus olhos me despiam
Mais uma vez
Pra reviver o amor
Que a gente fez

O sol desponta no horizonte
E caminhando pelas ruas
Saiu sem destino
Sem saber para onde

Carregando
No rosto a fragrância
Do perfume que me segue
Vagando pelos becos desertos
Esperando você me tirar
Mais uma vez da solidão
Das ruas

Tortura

Nem que a poesia morra
Que o sonho seja utopia
Que a solidão me devore
Sempre sentirei saudades
Sua

Se for preciso
Enfrentarei o dragão
Matarei o leão
Pra provar que
É seu meu coração

Nem que a tempestade
Reverencie meu sacrifício
Que os raios cruzem
Sobre o castelo

Direi que a princesa
Esta adormecida
Entre as flores brancas
Da primavera

Que ser crucificado
Foi apenas resistir
Os tentáculos do amor
Que Deus existi
E o sonho não acabou

Obstáculos

Um dia
Eu chorei
Quando em minha mão
Nada eu achei

E dos amigos
Apenas sorrisos contemplei
Nas horas que precisei

Não foi difícil
Achar alguém
Pra me dizer
Que tudo ia mudar

Não foi difícil
Ver em cada olhar
Disfarçando pra não
Me enxergar

Mas tudo
Não passou de lição
E agradeço a quem
Me reconheceu com
Gratidão

Lembranças juninas

Hoje
Eu lembrei
Cada boca
Que um beijo entreguei
Um a um

Até os laços
Que em meu sorriso
Se desfez
Por varias vezes
No escuro
De um olhar maduro

Que entre mil palmas
Se perdia nos sapateados
Retumbantes
Devorando minha alma
Num instante

E sem calma
Meu olhar
Segui as filas
Nos passos da quadrilha
Que desfila

Hoje
Eu sinto na boca
Outra vez
O sabor da pipoca
Colorida

E a pamonha
O milho verde

É São João
Festa bonita
De muita emoção
Todo mundo pula
E bate as mãos

Play Boy

Algumas até me ama
Outras só querem mim
Ter na cama

E eu já me despir
E até fiz Streeptse
Pra ganhar um dólar trocado
Nas noites que não dormia
Sossegados

Nem sei quantos
Biquínis tirei
Nem quantas bocas eu beijei
E os dólares que ganhei
Já gastei

Minha casa esta vazia
E na garagem fria
Canto uma canção
Sem saber em qual direção
Meu carro vai me guiar

Estou cansado
Quero só um uísque gelado
Em qualquer hotel
Que não mim lembre o motel
Barato

Garotas Dedicação especial
Ao Rio de Janeiro
Garotas
Em pleno o sol de verão
Seus biquínis deixam marcas
Ferindo meu coração

Seus passos
Na brancura da areia
Em sintonia passeia

E cavalgando contra o vento
Seus insinuantes bumbuns
Lentamente no meu olhar
Desfila intimamente um a um
No compasso suave da sintonia
Que compõe a maresia
Contagiando todo meu dia

E meu olhar deleita
Em cada corpo cansado
Serenamente bronzeados
Adormecidos e molhados
Pelas ondas do mar

Que Ipanema brinca
E me faz sonhar
Deslizando em cada pele
O desejo de amar
No sorriso de cada corpo despido
Na brancura da areia do mar

Rotina Dedicação especial
A minha irmã
Maria Jorgina Felix
23/05/2008
Hoje eu lembrei seu nome
E eu já até sei onde
Você se esconde

Seu tumulo esta florido
E seu nome não é esquecido
Entre a multidão

Nossa mãe esta ferida
E você sabe que é querida
Perto ou longe
Em qualquer dimensão
Na alegria e na tristeza
Do nosso coração

Seus filhos tentam aceitar
A dor e a ilusão
De procurar e não encontrar
Seu corpo para abraçar

E eu vivo constantemente
Lembrando você presente
E não quero aceitar
Sua ausência eternamente
Ferindo tanto a gente
Meu filho Dedicação Especial
Eduardo Cunha Felix

Meu amor
Hoje eu senti
Algo diferente
Pulsando entre
A gente

Em seus braços
Em sua barriga colado
Acariciando cada contração

No seu olhar
Que sorria
Enchendo-me de alegria
Ao senti em minhas mãos
Cada gesto de sua posição

Ah! Filho meu!
O tempo passou
Num segundo
E você veio ao mundo
Em meus braços
Chorando e pedindo
Um pouco mais de calma
Adormecendo com amor
Nossas almas

Garota

Garota!
Melhor que beijar tua boca
É desfrutar em tua pele
Uma paixão louca
Cheia de má intenção
Acertando meu coração

Melhor que dormir juntinho
De alguém que me dá carinho
É procurar na cama
Seu amor que nunca
Me deixa sozinho

Garota!
Melhor que beija sua boca
É desfrutar no seu corpo
Essa paixão louca

Uma paixão
Cheia de desejos
Que em sua boca
Eu fecho os olhos
E deleito em seus beijos

E a vida passa
E eu peço mais
Um abraço
Mais um toque
De suas mãos
Acariciando meu rosto
Marcado pelo tempo
E pela paixão que vive
Em meu coração

Inconstância
In memorian a minha irmã
Maria Jorgina Felix
Muitas vezes brigas
Muitas vezes partida
Muitas vezes paixão
E o tempo entre nós
Foi pequeno por falta
De compreensão

E a distancia tornou-se
Um presente
Levando e trazendo
Você sempre
Quase ausente

Ainda não compreendo
Se foi falta de amor
Nem sei o certo porque
Gerou tanta dor

Se foi falta de carinho
Ou apenas um jeitinho
De mandar ou pedir
Que fez qualquer
Um desistir
De impedir
Que você partisse
Sem se despedir

Refugio Dedicação Especial
Ausilene Cunha Lima

Encontrei uma mulher
Que se preocupa comigo
E não olha só para
O seu umbigo

Encontrei uma mulher
Que diz a verdade
E quer viver comigo
No campo ou na cidade
Encontrei uma mulher
Que bota o café na mesa
E sorrir quando traz a sobremesa
E até solta os cabelos
Pra me fazer surpresa

Encontrei uma mulher
Que tem ciúme
Ate da fragrância
Do meu perfume

É uma mulher carinhosa
Que na cama acorda dengosa
E seus carinhos me adormecem
E o tempo passa e a gente esquece
Até que o dia amanhece

Tô saindo de casa
Pra viver esta paixão
Que brotou em meu
Coração

Lembranças de Amor

Era o teu olhar no meu
O teu perfume nos lençóis
A tua mão na minha
A tua pele fria
A tua boca louca
O batom na minha roupa
Que me deixava louco

Era no apagar da luz
Ao amanhecer do dia
Nossos corpos colados
Tuas mãos perdidas
Entre meus cabelos

E minha boca ofegante
Sem sossego
Torturando tua pele nua
Sangrando de desejo
Que me fazia lembrar
O amor primeiro
Que ainda me consome
Por inteiro

Aliciadora Feliz

Foi você que despiu
Meus sentimentos
Iludiu meu pensamento
E me tirou do convento
E me ensinou a te amar

Foi você que me fez
Chorar baixinho
Pedindo mil beijinhos
Pra poder te acariciar

Foi você que me prendeu
Em teus braços
Me venceu no cansaço
E me ensinou a te tocar
A te beijar… A te amar

Foi você
Que sorrindo
Foi me despindo e com
Beijos o meu corpo cobrindo

Espreitando no espelho
Teu corpo me seduzindo
E te abraçado não resistir
O desejo dos teus carinhos
Dos teus beijos me tocando
A cada dia a cada amanhecer

Ausência
Dedicação especial
Ausilene Cunha Lima
Meu amor
Nosso lar esta vazio
E meu corpo sofre no frio
Querendo te abraçar

Nossa cama esta vazia
E não tenho alegria
Na hora de deitar

Meu amor
Nosso filho esta ausente
Deixando meu peito dormente
Querendo um abraço teu
Ó filho meu!?

Que hora brinca..
Hora chora… Hora ama
E por sua mãe chama
Sem querer demora
No seu acalentar

Ah! amor meu!?
Aqui a noite é frio
Que me sufoca e tortura
Deixando da tua boca
Lembranças da uva madura

E teu olhar me
Faz lembrar os momentos
Que guardo no pensamento
Que nem o tempo pode apagar
Fazendo-me sofrer e chorar
De saudade que quer
Me matar

Meu amor!?
Teu corpo sublime é flor
Teu sorriso me chama amor
E nosso coração sente esta partida
Deixando saudade e dor

Tua viagem inconstante
Levou você para distante
Deixando teus abraços e beijos
Guardados nos lençóis de nossa cama
Cheia de desejos

E assim distante
Teu olhar me tortura
Trazendo ânsia e ternura
Do teu sorriso aliciador
Despindo teu corpo fascinante
Nos braços deste amante insinuante

Desfrutando na tua pele amor e desejo
Deixando em nossa cama o perfume
Enchendo-me de ciúme
Da flor que me ama

Deleitando nas fotos
Que espreito agora sozinho
Deixando no meu rosto
O pranto aflora sem teus carinho

Moça
Dedicação especial
Jéssica Hiffel
Moça
Teu olhar inocente
Pede gentilmente meus beijos
Saciando teus desejos

E teu sorriso tímido
Aos beijos vai sumindo
Na tua boca graciosa

Deleitando formosa
Na minha cama carinhosa
Cheia de amor

Despindo
Teu corpo delicado
Nos braços deste
Homem amado

Espreitando
Teu rosto rosado
Escondido entre
Teus cabelos cacheados

E te tocando com ternura
Desfrutei na tua pele
Amor e candura
Deixando na minha boca
Sabor de uva madura

Mulheres em Minha Vida

Mulheres…
Não quero tristeza na partida
Deste amante insinuante
Que não foi esperado
Por um abraço desesperado
A cada amanhecer radiante
A cada lembrança repleta
De esperança

Mulheres…
Quero apenas que lembrem
Com ternura deste amante inusitado
Que amou e foi amado
A cada beijo roubado
A cada abraço desesperado

Mulheres…
Em cada cama ainda vejo
Cada toque de desejo
Desabrochando uma flor
A cada canto do quarto
Onde os gemidos sussurravam
Como uma musica a cada toque
Deste sonhador

Mulheres…
De todas que eu beijei
De todas que eu abracei
De todas que eu amei
De todas que me amaram
A única que não abracei
Nem beijei mais amei

Mulheres…
Não sei se este amante inusitado
Será lembrado ou esquecido
A cada entardecer
Apenas sei que amei
E um tempo dediquei
Com cada uma que passei

Feridas de Amor Dedicação Especial
Nelcilene Oliveira

Eu já amei!?
Uma pessoa… Errada!?
Uma flor… Dilacerada!?
Uma garota… Machucada!?

A quem dei carinho
A quem dei ternura
Espreitando naquele olhar
Cheio de candura
Medo e doçura

Hoje eu me agarrei
A uma lembrança tua
Se despindo no espelho
Vindo pra cama toda nua

E a saudade foi maior
Que os abraços teus
Sufocando-me nos vestígios
Do perfume que ficou do corpo teu
Nos lençóis da cama louca
Que você me disse adeus

Eu sei que chorei? !
Pedindo mais um beijo teu
Só mais abraço teu
Apenas mais um olhar teu
Que não fosse de adeus
Nas noites nevadas
Que meu corpo suplicava
Por mais um abraço teu
Apenas um que não
Fosse de adeus

Lembranças de Uma Vida
In Memorian
Ao meu Pai – José Felix Filho
A minha irmã – Maria Jorgina Felix

Dá janela o entardecer
Me faz abraçar uma lembrança
Voando nas asas de uma gaivota
Namorando o verde da natureza
Até adormecer como um bicho
No silencio da floresta
Escondendo tanta beleza

É no entardecer
Que o sino badala triste na igreja
E as portas do céu se abrem
Para os anjos sussurrarem
O nome de deus

Mas é também no entardecer
Que meu coração
Abre as portas da saudade
E a solidão se debruça
Na janela do meu ser

Trazendo uma lembrança
Forte do passado…
Meu pai sentado diante do pote
Na velha casa de barro na colônia
Que traz uma lembrança
Que me faz chorar
Pedindo-me pra voltar
A velha casa no campo

Hoje abandonada
É no entardecer que vaga
No meu peito uma canção
Triste sem esperança
Que me faz lembrar o sorriso
Das crianças brincando
Correndo pelo jardim da
Infância

Onde fui apenas um garoto
Sem mimos… Sem brinquedos
Que não pode fazer
Um barquinho de papel
Pra brincar na chuva

Mas é no entardecer também
Que eu me lembro da menina branca
Que andava pela rua
Que trazia no rosto
Um olhar de ternura
Que me fez parar
Ofuscando toda
Minha amargura

Dá uma saudade…
Uma vontade de voltar
Que me faz pensar nela
Com tanta ternura
Sentada na janela

É no entardecer
Que eu começo a viver
As emoções brotam vagamente
Espreitando as flores do jardim
Que nosso amor cultivou
A cada primavera que passou
Volto a sorrir sem poder fugir
Daqui

Rotina de Amor
Dedicação Especial
Anoitece Ausilene Cunha Lima
E no meu olhar
Mais uma vez
Teu corpo adormece

E espreitando sua brancura
Deixando sua ternura
Entre as pétalas das rosas
Jogadas na cama
Que mais uma vez
Você me ama

O dia amanhece
E o sol entrando pela janela
No meu olhar te aquece
Te desperta e não parece
Que em seus braços
Novamente meus dias
Anoitece

Ontem você amanheceu
Comigo na cama
E hoje teu sorriso
Sem timidez
Mais uma vez
Ainda diz
Que me ama
Ontem você me amava
E até chorava
E hoje quem chora sou eu
Lembrando no seu olhar
Uma lagrima dizer
Adeus

Ontem teu corpo se aquecia
Serenamente em meus braços
E eu até me esquecia
Que hoje a saudade
Me atormentaria

E tua ausência traz
Uma lembrança
Que adormece meu peito
Perdido na inconstância
Do frio da sua distancia

Amor de Verão
Dedicação especial
Nelcilene Oliveira
Ah! Morena!?
Teu sorriso é uma graça
E no silencio do meu olhar
Em Copacabana
Tua beleza passa

Sufocando-me
Em cada lagrima que cai
Do azul do mar do teu olhar
Molhando tua boca pequena
Que me condena
Ao teu sabor

Ah! Morena!?
Tuas curvas me algemam
Aos carinhos das tuas
Mãos pequenas

E teu corpo sobre o meu
Me faz prisioneiro
Dos desejos teus
Que me tortura a cada toque firme
Subindo e descendo na tua cintura
Levando-me a loucura

No frio do quarto
O calor dos teus lábios macios
Entre os travesseiros da cama
Me dá amor e sossego
Prendendo-me no aconchego
Dos abraços teus

Ah! Morena!?
Quantas vezes
Você amanheceu sem roupa
Sem querer me dá adeus
Acordando nos sonhos meu
Entre as fronhas da cama minha
Que mal cobria a minúscula marquinha
Que teu biquíni amarelo deixou

No bronzeado do teu corpo dourado
Que eu ainda quero cansado
Suado de tanto… Tanto… Tanto
Me dá amor

Ah! Boca bela e sonhada!?
Nunca vi nada igual
Em outro rosto angelical
E o tempo me castiga
Com as recordações do teu sorriso
Que ainda me fascina e
Me carrega ao paraíso

Ilha da Fantasia

Dedicação especial
Alter do chão Anne ketelle
Alter do sairé
Alter de praia e areia
Alter de uma mulher
Que encanta este rio
De sereias

Ó ilha pequena!
De uma só morena
Que corre na praia
Deserta

Onde o vento desperta
E levanta sua mini-saia vermelha
Molhada com areia
Que incendeia meu sonho

Torturado pelo teu olhar
Que deseja me tocar
Realizando minhas fantasias
No deleite de te amar

Ah! Ilha da fantasia!?
Tu me deste alegria
Até na noite em que
Eu dormia
Lembranças do Tapajós

Tapajós
No remanso
Das tuas águas
Eu descanso

Espreitando o tambaqui
Nas suas águas
Claras e mansas

Tapajós!
Tua beleza é serena
Encantando esta cidade pequena
Banhando a fauna e flora
Das florestas da Amazônia
Que desperta risonha

Escondida do mundo
Mas lembrada a todo segundo
Em um olhar profundo

Ah! Tapajós!
Estou distante
E tuas praias de areias
Seduz qualquer rio
De peixes e sereias

Ó São Luiz do Tapajós!?
Eu ainda tenho saudade
Da colônia querida
De cachoeiras gigantes

Onde afagava minhas magoas
Em passos errantes
Pensando na minha cidade natal
Distante..

Tapajós em chamas

Hoje tive medo
Medo de acordar
E não poder atravessar
O Tapajós para ir trabalhar

Medo de não ver
O por do sol no entardecer
Me levando para casa
Para outro dia amanhecer
Na mesma balsa

Tenho medo!
Medo de não existir ponte
E eu não saber por onde
Vou atravessar
Se as águas deste rio
For consumida
Pelo dragão feroz
Na bacia do Tapajós

Que promete luz
E só uma meia dúzia seduz
Com empregos e ilusões
De desenvolver a região
Destruindo o Tapajós
Pepita de todos nós

Beleza do tapajós

Paranamirim
Tua beleza é serena
Bronzeando loiras e morenas
Encantando o Rio Tapajós
Num verão de muitas praias
Festa que banha todos nós

Nas corredeiras
Rio a baixo
Ou Rio acima
Encontramos as cachoeiras
Em São Luiz do Tapajós
Onde o festival do Tambaqui
Convida em uma só voz

Espreitando
A Fauna e a Flora
Que entretemos
A qualquer hora
Na biodiversidade
Do Parque nacional
Da Amazônia em nossa
Cidade

Mais abaixo
Aportamos no Pimental
Vila de alegria
Que o povo contagia
Na pescaria ornamental

E descendo
Na correnteza
Um pouco mais
Distante com certeza
Encontramos barreiras
Vila festeira

Do Piau e do Aracu
Que entre nossos meses
Igual a Julho só tem um

E em planto
Meus olhos vão mais além
Nas lembranças de Alter do Chão
O lago verde de Santarém

CONTATO COM O AUTOR

E-mail – igorbellkior@hotmail.com
Orkut – igorbellkior@hotmail.com
falecomigojaniofelix@hotmail.com
facebook – Janio Felix filho
www.protexto.com.br/livraria.php
www.editoraschoba.com.br/autores.php

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3 Comentários lida 229 vezes

3 Comentários para “ Minhas Lembranças ”

lene
16 de fevereiro de 2012 ás 16:07 hs

Gostei muito da poesia “O chamado” são palavras que tocam na alma, principalmente das pessoas que já sentiram na pele a despedida eterna das pessoas mais queridas.

22 de fevereiro de 2012 ás 16:34 hs

É verdade, quem não tem lembranças do Tapajós? Parabens meu amigo !!!

Sena
22 de fevereiro de 2012 ás 16:36 hs

Gostei muito. Siga em frente você tem um talento incrível, parabéns!

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