O Individualismo na Sociedade Capitalista

BYG
Nos dias atuais ( ou nos últimos tempos ), temos presenciado na sociedade uma evidente presença de comportamentos e atitudes egoísticas e individualistas por parte das pessoas que nela vivem. Isso ocorre nas mais diferentes dimensões da vida social, seja por exemplo no espaço público ( rua, empresas, escolas, universidades ) e, por incrivel que pareça, no espaço privado, que tem como base institucional ou composicional a Familia.
Percebe-se que, com o avanço tecnológico, informacional e indústrial da sociedade, as pessoas se encontram cada vez mais subordinadas a uma lógica e à um ritmo de trabalho rotinizante e estandardizante que as mantêm confinadas em seus serviços e funções por horas a fio, fazendo com que esqueçam ou não tenham tempo ou disponibilidade para passar um tempo com a familia ou com aqueles amigos que não se vê faz dias, meses ou anos. As preocupações ou tensões particulares são os únicos problemas existentes, e precisam ser solucionados da forma mais rápida possivel. ”Os outros que tentem solucionar seus problemas da melhor forma possivel”.
Muitos acreditam que este tipo de comportamento não dá para ser controlado ou ”administrado” pois se trata de uma característica exclusiva da ”natureza humana”, portanto, inerente a todo e qualquer ser humano ( sendo que se trata mais na verdade de uma prática construida socialmente e historicamente ). É inegável que uma das tendências naturais de cada individuo é a passionalidade, mas ao mesmo tempo o individuo possui a ”Razão Prática” – como já falava Martin Rhonheimer, teólogo seguidor de São Tomás de Aquino em seu texto ” Lei Natural – Consciência Moral e Conhecimento” - dentro de si e sabe que para que a sociedade sobreviva e a paz social seja mantida é necessário estabelecer fortes laços sociais que mantenham-na ordenada. E é exatamente isto que ”falta” na vida cotidiana, pois o que evidentemente prevalece é o descaso para com o próximo.
Não há dúvidas de que nesta sociedade, onde a ordem do dia parece ser a utilização de um comportamento competitivo e de uma mentalidade selvagem que vê o Outro como um ”instrumento para satisfazer finalidades próprias”, é preciso criar novas formas de sociabilidade que mudem e alterem este cenário. Algumas formas solidárias de vida social já existem em determinadas esferas da vida micro-cotidiana ( como o sociólogo francês Michel Maffesoli percebeu muito bem ao discorrer sobre as práticas comunitárias em redes das chamadas ”Tribos Urbanas” ). Mas estas mesmas ”comunidades” ainda se encontram muito fragmentadas, descentralizadas e muitas vezes ”fechadas em si mesmo”, criando para si códigos e signos de conduta e comportamento próprios. As novas sociabilidades precisam levar em consideração a pluralidade social e as diversas reivindicações, gostos e idéias que circulam na sociedade, promovendo desta forma uma solidariedade mútua mais centralizada e unida, logicamente A PARTIR das diferenças, e não SUPRIMINDO-AS, pois neste caso estariamos reproduzindo/produzindo formas autoritárias de ”convivência”.
É evidente que todos os argumentos sobre as caracteristicas sociais aqui apontadas e – por que não – criticadas são um produto da Sociedade Capitalista. Agora, se a solução seria a mudança radical deste tipo de sociedade ou simplesmente a ”humanização” da mesma, fica a critério de cada um. O objetivo aqui não é apontar um direcionamento ideológico ou valorativo, mas é claro que uma transformação à longo prazo é urgente. E é esta mudança que fará que com que todos possam viver em um ambiente mais pacífico e em uma ”comunhão” conjunta
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Victor posturas críticas e alertas ajudam a buscar e trilhar caminhos mais fraternos e solidários!!! De fato frente a tanta diversidades e individualidades estamos nos perdendo na intolerância e no egoismo. Vamos ficar alertas!!! Grande bj.