QUER FICAR NA CHUVA? ENTAO FIQUE!
A chuva caía torrencialmente e ela no ponto, toda molhada, esperando o ônibus. Passou um carro e parou logo adiante, buzinando. Ela virou as costas para o veículo, em sinal de desprezo.
- Engraçadinho! Pensa que vou assim, aceitando carona de qualquer um?
O carro não demorou muito e arrancou do lugar. Passados alguns instantes, o celular da moça tocou. Era seu irmão:
- Passei pra pegar você no ponto de ônibus. Não ouviu as buzinadas e um carro parado? Tá na cara que gosta de tomar chuva!...
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O Amuleto
O Amuleto
I
Batia eu o cartão de ponto às cinco da tarde e, apressado ganhava as ruas do centro de São Paulo, naqueles anos sessenta. Atravessava a Avenida São João, a Rua Vinte e Quatro de Maio, a Barão de Itapetininga, o Viaduto do Chá, até chegar ao ponto do ônibus Jardim Vila Mariana.
Aquela pressa toda, disputando espaço nas calçadas lotadas, cruzando aquelas ruas, num frenético caminhar típico de paulistano, não era pelo simples motivo de me livrar de mais um rotineiro dia de...
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Um Conto Verdadeiro:O Massacre dos Inocentes.
UM CONTO VERDADEIRO
O MASSACRE DOS INOCENTES
“Se pensamos que somente no tempo de Herodes aconteceram extermínio de inocentes; está aí a realidade do dia- a -dia para nos incomodar”.
Tive o azar de ter sido testemunha de um fato criminoso em uma pequena cidade, na qual trabalhei na minha mocidade. Então o que se segue aconteceu verdadeiramente e quem escreve é digno de fé.
Foi assim…
Aparecido chegou onde queria: ser eleito prefeito naquela pequena cidade, onde nasceu.
Cheio...
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O Indulgente.
BYG
Ele era um mendigo. Vivia nas ruas, sozinho, em meio à tanta gente. Tinha nenhum compromisso, nem mesmo com o tempo, que passava lento, se arrastando feito um velhote desconjuntado. Manco, corcunda, cheio de enfermidades, artrite, artrose. Esclerosado o tempo, esse velhote que passava assim defronte ao mendigo, resmungando a recusa, diante o pedido de um trocado.
Qualquer coisa serve. Sim, do...
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