O lugar do óbvio
Escolha quem puder! Naquele lugar tudo parecia sem sentido e, num lance, tudo parecia melhor. Até ali, cria. Pudesse estar algo além de mim; salvar imagens que me faziam companhia. A imagem que me envolvera, e em tudo mais. Escolha quem puder, escolha se puder. Quanta coisa poderia se manisfestar ante aquela descoberta.
Foi naquele lugar que me senti mais habitado, completamente habitado e privado de mim; Da mesma forma não pude hesitar – como nunca havia hesitado – sabia – não...
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Encontro com a onça
Encontro com a onça
Por aquela estrada sombria,
Altas horas da noite eu passava.
Quando me encontrei com a onça,
Que procurou devorar-me.
Não tinha para onde correr,
Estava difícil de escapar…
Naquele tremendo escuro,
Rapidamente fiquei a pensar.
E analisando com rapidez,
Aos movimentos do animal…
Que com tremenda rapidez,
Sem perca de tempo me atacou.
Seus olhos para mim brilhavam,
Naquela perfeita escuridão…
E quanto mais me atacava,
Mais eu gritava com emoção.
Meus gritos...
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Eu amo mesmo você
Do que adianta minha voz
Não falar teu nome
Se meu coração te chama,
Do que adianta não escrever-te
Se minha mente te diz
Todo o tempo que te amo
E não adianta eu me calar
Sempre irei te amar
Mesmo sem coragem
Pra confessar ou deixar
Meu orgulho ferido de lado
Não adianta esconder
Eu amo mesmo você.
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Meu Castro Alves
Queria ter nascido anos antes
Pra ter te conhecido
Pra ter provado do seu néctar
Nem que fosse a ultima gota
Queria ter-me entorpecido
Com tua voz a soar
Cada palavra robusta
Em tua voz voluptuosa
Nem que nos fosse
Uma única, uma ultima
Uma inocente poesia
Emanada de teus lábios
Na tua voz entoada
Um ultimo recital
Deixando-me todos segredos
De cada um dos poemas,
Mas nasci tarde demais
E tu meu venerado poeta
Foste muito cedo dormir.
04-07-2008.
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